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Autismo: A dança e o mar como caminhos para a inclusão
Publicado em 20/04/2026 09:32
Sociedade

Para muitos jovens no espetro do autismo, o diagnóstico chega como um embate, mas a superação tem surgido em lugares inesperados. Entre as ondas do mar, o ritmo da música e a expressão da dança, multiplicam-se os casos de quem encontra no lazer e na arte um verdadeiro sentimento de pertença e equilíbrio emocional.

A história de Maria do Mar Vieira, de 30 anos, é um exemplo de resiliência. Natural de Coimbra, a bailarina recebeu o diagnóstico de autismo aos 16 anos, um momento que recorda como o início de uma fase sombria. "Entrei ali numa espiral. Tive uma depressão gigante. Não saber quem era", confessa, lembrando o impacto de descobrir a sua condição em plena adolescência.

Foi na dança que Maria encontrou as ferramentas para se reconstruir. O que antes era confusão transformou-se em expressão corporal, permitindo-lhe processar o mundo à sua volta de uma forma que as palavras nem sempre alcançavam. Hoje, o seu percurso serve de espelho para outros jovens que enfrentam barreiras semelhantes na integração social.

Além da dança, atividades como o surf e a música têm-se revelado fundamentais no apoio a pessoas autistas. Estes espaços de inclusão não funcionam apenas como terapia, mas como comunidades onde a diferença é aceite e trabalhada, combatendo o isolamento que muitas vezes acompanha o diagnóstico.

Casos como o de Maria do Mar reforçam a importância de diagnosticar precocemente e de oferecer redes de apoio que vão além do contexto clínico. A inclusão, defendem especialistas, passa por permitir que estes jovens explorem as suas paixões e talentos, transformando a expressão artística num pilar de saúde mental e identidade pessoal.

Fonte:Lusa / Foto:José Coelho

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