A Google reagiu com firmeza às novas exigências da Comissão Europeia, que pretende obrigar a tecnológica a abrir os seus arquivos de pesquisa a empresas concorrentes e serviços de Inteligência Artificial (IA).
Em causa está a segurança de informações sensíveis, que a gigante norte-americana afirma estarem em risco caso a medida avance no âmbito da Lei dos Mercados Digitais (DMA).
A proposta de Bruxelas visa promover a concorrência, permitindo que outros motores de busca tenham acesso a dados estruturais como consultas, cliques e classificações, mas a empresa liderada por Sundar Pichai argumenta que esta imposição ultrapassa os limites da lei e ignora a proteção da vida privada dos cidadãos.
Segundo Clare Kelly, consultora sénior da Google para a área da concorrência, os utilizadores confiam ao motor de busca detalhes íntimos sobre saúde, finanças e família, pelo que a transferência destes dados para terceiros seria feita sob proteções de privacidade perigosamente ineficazes.
A tecnológica sustenta ainda que as exigências da Comissão vão muito além do que estava originalmente previsto no regulamento europeu, alegando que a medida pode comprometer a segurança dos sistemas de busca ao privilegiar a inovação dos rivais em detrimento da segurança dos dados.
Este novo capítulo na disputa entre as tecnológicas e os reguladores europeus intensifica o debate sobre os limites da livre concorrência e a salvaguarda da privacidade na era da Inteligência Artificial.
Fonte:Lusa / Foto:Direitos Reservados