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Alunos de Medicina alinham com Ordem sobre falta de condições para curso iniciar na UTAD
Associação de estudantes e Ordem dos Médicos alertam para fragilidades estruturais e institucionais no arranque do novo ciclo de estudos previsto para 2026/2027.
Publicado em 02/04/2026 17:54 • Atualizado 02/04/2026 17:54
Local
Vila Real

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina manifestou concordância com a posição da Ordem dos Médicos relativamente à ausência de condições adequadas para a abertura do curso de Medicina na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

A posição surge depois de a Ordem ter alertado para várias insuficiências que levantam dúvidas quanto ao arranque do curso no ano letivo de 2026/2027. O ciclo de estudos foi acreditado com condições pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, tendo ainda sido autorizada a abertura de 40 vagas.

A presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, Maria Fontão, destacou a existência de instabilidade institucional na UTAD e apontou também a menor diferenciação da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro como fatores preocupantes.

Apesar de reconhecerem que a formação no interior pode ajudar a fixar profissionais na região, os estudantes defendem que um curso de Medicina deve garantir condições para formar médicos aptos a exercer em qualquer contexto.

A Ordem dos Médicos sublinhou igualmente a falta de consolidação do modelo pedagógico e o envolvimento insuficiente dos médicos da ULS local, pedindo uma reunião urgente com a universidade para avaliar as condições necessárias ao funcionamento do curso.

O bastonário Carlos Cortes reforçou que a formação médica deve começar com garantias plenas, sem fragilidades estruturais, para assegurar um ensino sólido, credível e sustentável.

Fonte:Lusa / Foto:© Facebook /  Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

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