A Associação Nacional de Estudantes de Medicina manifestou concordância com a posição da Ordem dos Médicos relativamente à ausência de condições adequadas para a abertura do curso de Medicina na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
A posição surge depois de a Ordem ter alertado para várias insuficiências que levantam dúvidas quanto ao arranque do curso no ano letivo de 2026/2027. O ciclo de estudos foi acreditado com condições pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, tendo ainda sido autorizada a abertura de 40 vagas.
A presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, Maria Fontão, destacou a existência de instabilidade institucional na UTAD e apontou também a menor diferenciação da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro como fatores preocupantes.
Apesar de reconhecerem que a formação no interior pode ajudar a fixar profissionais na região, os estudantes defendem que um curso de Medicina deve garantir condições para formar médicos aptos a exercer em qualquer contexto.
A Ordem dos Médicos sublinhou igualmente a falta de consolidação do modelo pedagógico e o envolvimento insuficiente dos médicos da ULS local, pedindo uma reunião urgente com a universidade para avaliar as condições necessárias ao funcionamento do curso.
O bastonário Carlos Cortes reforçou que a formação médica deve começar com garantias plenas, sem fragilidades estruturais, para assegurar um ensino sólido, credível e sustentável.
Fonte:Lusa / Foto:© Facebook / Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro