Portugal vai integrar a criação do tribunal especial destinado a julgar crimes de guerra relacionados com a invasão da Ucrânia, anunciou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, no parlamento.
Durante uma audição na Comissão de Assuntos Europeus, o governante sublinhou que esta participação representa um reforço significativo do papel de Portugal neste processo internacional, destacando tratar-se de um desenvolvimento relevante na atuação do país.
Segundo o ministro, a posição portuguesa foi já transmitida pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Inês Domingos, no âmbito de um Conselho de Negócios Estrangeiros informal da União Europeia realizado em Kiev, que assinalou os quatro anos do massacre na cidade de Bucha.
No início da intervenção, Paulo Rangel deixou ainda uma mensagem de solidariedade para com a Ucrânia, sublinhando a importância de assegurar responsabilização pelos crimes cometidos no contexto da guerra.
O Tribunal Especial para o Crime de Agressão contra a Ucrânia foi criado em maio de 2025 por iniciativa conjunta da Ucrânia, da União Europeia e do Conselho da Europa, com o objetivo de julgar responsáveis por crimes de agressão.
A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, tem promovido encontros entre os Estados-membros para reforçar o compromisso europeu com a Ucrânia e com a justiça internacional.
Fonte:Lusa / Foto:Tiago Petinga