MENU
Ministra defende poupança de energia face à incerteza dos mercados
Maria da Graça Carvalho apela à coordenação europeia para reforçar eficiência energética num contexto de preços elevados
Publicado em 31/03/2026 15:41 • Atualizado 31/03/2026 15:41
Nacional
Ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, defendeu esta terça-feira a poupança de energia como uma medida essencial para lidar com a incerteza dos mercados, num contexto marcado pelo conflito no Médio Oriente.

A governante considerou que a conservação de energia é “muito útil”, sobretudo numa altura em que os preços se mantêm elevados e existem dúvidas quanto à evolução do abastecimento energético. A ministra falava aos jornalistas em Alcácer do Sal, à margem de um encontro dedicado à segurança do aprovisionamento energético.

Maria da Graça Carvalho destacou ainda que Portugal está numa posição relativamente favorável face a outros países, sublinhando os progressos registados nas áreas das energias renováveis, da eficiência energética e da eletrificação das habitações e dos transportes.

A ministra adiantou que irá propor uma maior coordenação entre os Estados-membros da União Europeia, com enfoque na promoção da poupança energética. Defendeu que, perante preços elevados e possível instabilidade no abastecimento, a resposta deve passar pela redução do consumo, sem gerar alarmismo nem prejudicar a economia.

A reunião ocorre num contexto de tensão internacional, com impacto nos mercados energéticos, nomeadamente devido à situação no Médio Oriente e às perturbações no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo.

Essa instabilidade tem contribuído para a subida dos preços da energia e para maior volatilidade nos mercados globais, com efeitos sentidos tanto pelos consumidores como pelas empresas.

Apesar das preocupações, a Comissão Europeia assegura que o abastecimento energético se mantém garantido no imediato, ainda que o cenário continue marcado pela pressão sobre os preços.

Fonte:Lusa / Foto:Hugo Delgado

Comentários