Os técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) do INEM iniciaram esta terça-feira uma greve ao trabalho administrativo, por tempo indeterminado, como forma de protesto pela não implementação de protocolos considerados fundamentais para a sua atuação.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, afirma que continuam por aplicar três protocolos farmacológicos nas áreas da dor, das intoxicações e das paragens cardiorrespiratórias, o que limita a capacidade de intervenção dos profissionais e, segundo o responsável, prejudica os cidadãos.
No pré-aviso de greve, o sindicato aponta ainda a falta de cumprimento de compromissos assumidos pela direção do INEM, bem como a alegada retirada de competências aos técnicos, contrariando o previsto no alargamento dessas funções a todas as ambulâncias do sistema.
Não tendo sido alcançado acordo entre o INEM e o sindicato relativamente aos serviços mínimos, a situação foi remetida para um colégio arbitral. A decisão determinou que certas tarefas essenciais ao socorro, como o registo clínico, a verificação de equipamentos, a higienização das ambulâncias e o controlo de stocks de material clínico, não podem ser interrompidas.
O STEPH recorda ainda que uma greve semelhante já tinha sido levantada no passado, após o compromisso de implementação dos protocolos até ao final do ano, algo que não se concretizou. Entretanto, novas paralisações já afetaram o funcionamento do serviço de emergência pré-hospitalar em momentos anteriores.
Fonte e Foto:Lusa