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Câmara de Matosinhos admite recorrer a tribunal para travar novo terminal de Leixões
Autarquia exige estudo de alternativas e alerta para impactos ambientais e territoriais do projeto.
Publicado em 31/03/2026 09:00 • Atualizado 31/03/2026 09:00
Local
Matosinhos

A Câmara de Matosinhos admitiu recorrer aos tribunais para tentar travar o projeto de ampliação do terminal de contentores norte do porto de Leixões, caso não sejam estudadas alternativas e minimizados os impactos ambientais.

A presidente da autarquia, Luísa Salgueiro, afirmou que estão em causa soluções que devem garantir o equilíbrio territorial e a qualidade de vida da população, considerando “insultuoso” que o projeto avance apenas por razões de custo.

“Todos os meios que estiverem à disposição da Câmara para impedir que um investimento destes avance, correndo o risco de impactar negativamente na vida dos matosinhenses, nós vamos usá-los”, afirmou a autarca numa sessão extraordinária da Assembleia Municipal.

Na reunião, foi aprovada por maioria uma pronúncia desfavorável ao projeto de ampliação do terminal, com votos favoráveis do PS, abstenções do CDS-PP e IL e votos contra de PSD, Chega, CDU e Livre.

O projeto de expansão do terminal de contentores norte do Porto de Leixões obteve parecer favorável condicionado da Agência Portuguesa do Ambiente, que determina a aplicação de medidas de mitigação dos impactos ambientais.

Luísa Salgueiro defendeu a necessidade de demonstrar que o projeto é imprescindível e que não existem alternativas viáveis, insistindo na realização de estudos que assegurem a competitividade do porto sem impactos negativos para o território.

A autarca referiu ainda que a concessionária Yilport prevê investir cerca de 100 milhões de euros para permitir a operação de navios de até 300 metros, questionando a necessidade de parte do investimento proposto pela administração portuária.

A presidente da Câmara considerou também essencial a realização de uma avaliação ambiental estratégica ao plano do porto de Leixões até 2035, sublinhando que existem medidas de mitigação de impactos anteriores por cumprir.

Fonte:Lusa / Foto:Direitos Reservados

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