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Ministro da Educação reconhece que nem todos os alunos sem professor têm aulas
Governo admite limitações na resposta ao problema, apesar do investimento em horas extraordinárias para assegurar o funcionamento das aulas.
Publicado em 30/03/2026 16:06 • Atualizado 30/03/2026 16:06
Nacional
Ministro da Educação, Fernando Alexandre

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu esta segunda-feira que nem todos os alunos sem professor estão a ter aulas, mesmo com o recurso a horas extraordinárias pagas aos docentes e com o investimento de milhões de euros para tentar colmatar a falta de professores nas escolas.

Após uma reunião com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), no âmbito do processo de transferência de competências na área da Educação para os municípios, o governante sublinhou que não é possível garantir que todos os alunos nesta situação estejam a ter aulas asseguradas.

Segundo o ministro, existem medidas em curso, como a atribuição de horas extraordinárias, para garantir que os alunos continuam a ter acompanhamento letivo quando há ausência de docentes. No entanto, reconheceu que não existe ainda uma verificação rigorosa da aplicação desta solução em todas as escolas.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estimou que, no segundo período, cerca de 40 mil alunos terão estado semanalmente sem pelo menos um professor, devido à falta de recursos humanos no setor.

Fernando Alexandre salientou, contudo, que a existência de alunos sem professor não significa necessariamente ausência de aulas, explicando que, em muitos casos, esses alunos são acompanhados por outros professores em regime de horas extraordinárias.

O ministro acrescentou ainda que as situações de ausência de docentes são frequentes, seja por reformas, mudanças de carreira ou motivos de saúde, o que obriga a respostas contínuas por parte do sistema educativo.

Apesar das dificuldades, o governante afirmou que as horas extraordinárias têm ajudado a mitigar o problema e que esta estratégia é reconhecida por algumas estruturas sindicais.

Fonte:Lusa / Foto:Miguel A.Lopes

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