Os mediadores culturais da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) estão esta segunda-feira em greve e juntaram-se numa concentração junto à sede do Governo, em Lisboa. Os trabalhadores reivindicam a sua integração nos quadros da instituição e denunciam a situação de precariedade em que dizem estar a trabalhar.
Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que convocou a paralisação, existem cerca de 200 mediadores que desempenham funções permanentes, mas sem o devido enquadramento laboral. Estes profissionais, que trabalham em articulação com a AIMA através de entidades parceiras, acabam por exercer funções a tempo inteiro sem vínculo direto ao Estado.
Os trabalhadores afirmam que são essenciais para o funcionamento dos serviços, sobretudo no contacto com utentes e na resolução de diversas situações administrativas. Sem a sua intervenção, a AIMA ficaria comprometida, uma vez que representam uma parte significativa da equipa.
Entre as principais queixas está a ausência de um salário definido e o facto de não receberem horas extraordinárias. Os mediadores referem ainda que, apesar de lidarem com informação sensível e desempenharem funções semelhantes às de técnicos superiores, continuam sem ser reconhecidos como funcionários públicos.
A situação, segundo o dirigente sindical, cria uma ambiguidade laboral, com profissionais a trabalhar em regime semelhante ao de trabalhadores do Estado, mas sem os mesmos direitos nem garantias. A concentração está marcada para a tarde, com o objetivo de pressionar o Governo a avançar com soluções para a sua integração.
Fonte:Lusa / Foto:Miguel A Lopes