O médico Vítor Almeida declarou esta quinta-feira que recusou assumir a presidência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) em 2024 devido à falta de garantias claras do Ministério da Saúde relativamente ao serviço de helicópteros de emergência médica.
Vítor Almeida, anestesiologista convidado pelo Governo para liderar o INEM de forma interina no início de julho de 2024, explicou perante uma comissão parlamentar de inquérito que considerou essencial obter compromissos escritos sobre a continuidade e operacionalidade do transporte aéreo de emergência antes de aceitar o cargo.
Segundo o médico, sem essas garantias não poderia “destruir” o serviço de helitransporte, que é crucial para respostas rápidas em situações críticas. Por isso, optou por recusar a nomeação poucos dias depois de ter sido convidado, levando o Ministério da Saúde a nomear outro responsável para o cargo.
Almeida afirmou ainda que propôs a refundação não só do INEM, mas de todo o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), incluindo a criação de uma comissão técnica independente para avaliar e reforçar o sistema.
O debate sobre os helicópteros de emergência em Portugal tem sido complexo. Em 2024, o INEM assegurou a continuidade do serviço através de contratos com operadores existentes, depois de concursos públicos anteriores terem recebido propostas acima do preço base, o que contribuiu para a indefinição que Almeida criticou.
A discussão sobre a estrutura e a lei orgânica do INEM continua a ser tema de debate político e técnico, com diferentes opiniões sobre a melhor forma de garantir um sistema de emergência pré-hospitalar eficaz e sustentável no país.
Fonte:Lusa / Foto:INEM