O Partido Socialista iniciou esta sexta-feira o seu 25.º Congresso Nacional, em Viseu, num encontro que reúne 671 delegados e que irá definir a estratégia política do partido nos próximos tempos.
A sessão de abertura ficou marcada pela intervenção do secretário-geral reeleito, José Luís Carneiro, considerada o momento central do arranque dos trabalhos e da consolidação da sua liderança após a reeleição.
Ao longo dos três dias de congresso, os delegados vão analisar a situação interna do partido, debater orientações estratégicas e proceder à eleição dos órgãos partidários, num processo que marca os primeiros passos formais da nova liderança socialista.
O encontro decorre num contexto de debate político intenso, com destaque para a relação com o Partido Social Democrata, na sequência de tensões recentes associadas à escolha de juízes para o Tribunal Constitucional.
No interior do PS, coexistem diferentes visões sobre o rumo a seguir. Alguns dirigentes defendem uma oposição mais firme ao Governo, enquanto outros apelam a uma postura mais dialogante, capaz de permitir entendimentos considerados úteis para o país.
A liderança de Carneiro procura gerir este equilíbrio, afastando a ideia de rutura total, mas admitindo possíveis ajustamentos na forma como o partido se posiciona na oposição.
A moção global apresentada sob o lema “Contamos todos” pretende preparar o PS para os desafios futuros, reforçando a coesão interna e a capacidade de resposta política num novo ciclo fora do poder.
Paralelamente aos trabalhos formais, o congresso conta com iniciativas de participação alargada, como a “oficina do futuro”, um espaço aberto a militantes, simpatizantes e sociedade civil para debate e partilha de ideias.
O congresso decorre até domingo e deverá servir para medir o pulso ao partido e clarificar o seu posicionamento político, num momento considerado determinante para o futuro do PS.
Fonte e Foto:Lusa