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Cavaco Silva defende "ação transformadora" do Governo e critica PS e Chega
Antigo Presidente alerta para a urgência de reformas estruturais e aponta falta de coragem e preparação na oposição
Publicado em 27/03/2026 08:18 • Atualizado 27/03/2026 08:21
Nacional
Aníbal Cavaco Silva

O antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, defendeu a necessidade de uma forte ação reformista por parte do Governo liderado por Luís Montenegro, sublinhando que só com mudanças estruturais será possível tirar Portugal da condição de país “relativamente pobre” no contexto europeu.

Num ensaio publicado no semanário Expresso, o antigo primeiro-ministro considera essencial alcançar um crescimento económico médio anual entre 3% e 4%. Para isso, destaca a importância de reformar a Administração Pública e reduzir a burocracia, apontando medidas como a carteira digital empresarial como exemplos positivos.

Cavaco Silva critica duramente a atuação da oposição, acusando o Partido Socialista de falta de coragem para implementar reformas estruturais durante os anos em que governou, preferindo, segundo o próprio, manter o poder em vez de promover mudanças profundas.

Em relação ao Chega, liderado por André Ventura, aponta falta de preparação técnica e acusa o partido de recorrer a um discurso populista e confrontacional, baseado em ataques e polémicas.

O antigo chefe de Estado alerta ainda que a ausência de reformas pode comprometer o crescimento económico e agravar problemas estruturais, abrindo espaço ao fortalecimento de movimentos populistas e à degradação da qualidade da democracia.

Apesar das críticas, Cavaco Silva reconhece as dificuldades de um Governo minoritário em avançar com reformas profundas, sobretudo num contexto de forte pressão política e mediática. Ainda assim, considera que o futuro do país dependerá da capacidade de manter uma linha reformista consistente e de superar os bloqueios parlamentares.

Por fim, deixa um aviso: sem crescimento económico sustentado e aumento da produtividade, Portugal terá dificuldade em melhorar salários, pensões e a qualidade dos serviços públicos.

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