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Parlamento iraniano quer impor portagem na passagem pelo estreito de Ormuz
Proposta inclui cobrança por “segurança” e reforça controlo sobre rota estratégica do petróleo
Publicado em 26/03/2026 07:38 • Atualizado 26/03/2026 07:38
International

O parlamento do Irão está a preparar uma lei para cobrar uma taxa aos navios que atravessem o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo.

Segundo a agência Tasnim, a medida pretende não só gerar receitas para o país, como também reforçar o controlo iraniano sobre esta via estratégica, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

De acordo com responsáveis parlamentares iranianos, a taxa poderá ser justificada como pagamento por serviços de segurança prestados aos navios que utilizem o estreito. A proposta deverá ser finalizada nos próximos dias e depois discutida no parlamento.

A iniciativa surge num contexto de forte tensão na região, depois do conflito iniciado a 28 de fevereiro entre o Irão, os Estados Unidos e Israel. Desde então, Teerão tem imposto restrições à navegação no estreito, permitindo apenas a passagem de embarcações de países considerados aliados.

Além disso, o Estreito de Ormuz tem estado no centro da crise energética global, com o tráfego marítimo a cair significativamente e os mercados a reagirem com subidas nos preços do petróleo.

Especialistas alertam que a eventual implementação de uma “portagem marítima” poderá agravar ainda mais a instabilidade nos mercados internacionais e aumentar os custos de transporte e seguros para as empresas de navegação.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao oceano Índico e é considerado um ponto crítico para o abastecimento energético global, sendo frequentemente usado como instrumento de pressão geopolítica por Teerão.

Para já, a proposta ainda não foi aprovada, mas está a ser acompanhada com atenção pela comunidade internacional devido ao seu potencial impacto económico e estratégico.

Fonte e Foto:Lusa

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