A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, criticou o modelo de expansão do Porto de Leixões que prevê ocupar território de Leça da Palmeira. A autarca destacou que o crescimento do porto deve ocorrer de forma harmoniosa, respeitando a cidade e os seus equipamentos emblemáticos.
Luísa Salgueiro sublinhou a importância de proteger a paisagem e o património urbano, como a Piscina das Marés, projetada por Álvaro Siza Vieira. “Não podemos aceitar que digam que é muito caro poupar Leça da Palmeira. A defesa de Matosinhos não tem preço”, afirmou, defendendo que a expansão do porto avance sobretudo para o mar e não para a terra.
Questionada sobre contrapartidas do Governo ou da APDL, a autarca recusou discutir compensações financeiras, reiterando que a prioridade é proteger a comunidade e o território: “A nossa única condição é a defesa de Leça da Palmeira”.
Luísa Salgueiro explicou que mantém diálogo permanente com a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e com o Governo, mas que a solução prevista para o terrapleno junto ao molhe norte não é aceitável. “Queremos que o porto cresça, mas Leça da Palmeira seja respeitada e qualificada”, reforçou.
Sobre outros projetos urbanos, considerou positiva a ligação do terminal de cruzeiros ao calçadão de Matosinhos e a construção de uma marina junto à praia, mas salientou que estes investimentos não devem depender da expansão do terminal norte.
A autarca abordou também a qualidade da água da Praia de Matosinhos, garantindo que a Câmara, em conjunto com a Câmara do Porto e a APDL, está a instalar um exutor na ribeira da Riguinha para mitigar problemas de poluição, afastando o risco de interdição antes da época balnear.
Luísa Salgueiro concluiu que a relação institucional com a APDL é de respeito e colaboração, mas que a Câmara continuará a defender o território e os moradores: “Estamos a trabalhar incansavelmente para que Matosinhos continue a ser um local onde é bom viver”.
Fonte:Tsf / Fonte:Câmara Municipal de Matosinhos