A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, admitiu esta sexta-feira que Portugal está cada vez mais próximo de atingir os critérios europeus para declarar uma crise energética. A declaração, segundo a governante, permitiria ao Governo adotar medidas excecionais para proteger famílias e empresas.
“Estamos a aproximar-nos dos limites em que podemos declarar crise energética”, afirmou Maria da Graça Carvalho, esclarecendo que a decisão final dependerá da evolução dos preços. O executivo está a estudar e quantificar várias medidas, incluindo formas de reduzir o impacto da subida do gás e dos combustíveis.
Apesar de o preço da eletricidade estar relativamente protegido, dado que cerca de 80% da produção é proveniente de energias renováveis, o Governo pretende acompanhar o que outros países estão a fazer e preparar respostas adequadas a possíveis aumentos significativos.
Na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou três diplomas destinados a reforçar a soberania e segurança energética, bem como a proteção dos consumidores mais vulneráveis, caso seja declarada uma crise. A diretiva europeia estabelece que a crise é oficialmente reconhecida se o preço da energia no retalho subir mais de 70%, ou exceder 2,5 vezes a média dos últimos cinco anos, ultrapassando 180 euros por megawatt/hora.
Caso a crise seja declarada, o Governo poderá fixar um teto no preço da energia para clientes domésticos e empresas, mas acompanhando medidas de eficiência energética: as famílias deverão reduzir o consumo para 80% do registado no ano anterior e as empresas para 70%.
Fonte e Foto:Rodrigo Antunes