A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou esta quinta‑feira uma ambiciosa estratégia de desenvolvimento para a próxima década, que passa por aumentar significativamente o número de praticantes de futebol e de árbitros, bem como por posicionar Portugal como um exemplo e referência internacional no desporto rei.
Em Oeiras, na Cidade do Futebol, o presidente da FPF, Pedro Proença, apresentou os “micro‑planos” que se inserem no Plano Estratégico 2024‑36, com metas estruturadas para diferentes áreas, incluindo futebol masculino, feminino, futsal, futebol de praia, formação e arbitragem.
Entre os objetivos mais ambiciosos está o de atingir cerca de 400 000 praticantes federados nos próximos dez anos, incluindo 60 000 jogadoras no futebol feminino, e de triplicar o número de árbitros ativos até alcançar cerca de 13 000, reforçando assim a qualidade e a sustentabilidade da arbitragem em todas as competições.
A iniciativa pretende também profissionalizar todas as equipas de futebol feminino, potenciar a formação e a retenção de talentos, e fomentar o envolvimento de treinadores e agentes desportivos qualificados, com vista a construir uma base sólida para o futuro do futebol em Portugal.
Segundo Proença, em discurso na apresentação, estes objectivos são parte de uma visão mais ampla para consolidar Portugal como “uma verdadeira nação do futebol” e preparar o caminho para conquistas desportivas importantes, como alcançar o primeiro lugar no ranking da FIFA ou vencer um grande título internacional com a seleção principal.
O plano sublinha ainda a necessidade de envolver clubes, associações distritais e regionais, árbitros e agentes de formação num esforço coletivo para aumentar a participação e qualidade do futebol em todos os níveis, desde a base até ao topo competitivo.
Com estas metas, a FPF espera não só reforçar o futebol nacional, mas também tornar‑se uma referência europeia e mundial em gestão, formação, competitividade e inovação no desporto.
Fonte:Lusa / Foto:Manuel Fernando Araujo