O número de balcões bancários em Portugal voltou a crescer pela primeira vez em seis anos, mas a expansão esconde uma transformação no atendimento. Muitos balcões mantêm portas abertas apenas para serviços específicos, como crédito ou seguros, enquanto operações correntes — levantamentos, depósitos e pagamentos — passam a ser realizadas sobretudo em caixas automáticas ou plataformas digitais, substituindo parte do trabalho dos funcionários.
Segundo dados da Associação Portuguesa de Bancos citados pelo Jornal de Notícias, em junho do ano passado existiam 3.293 agências ativas, mais nove do que em dezembro de 2024. Apesar do aumento, o valor ainda está longe das 4.918 agências registadas em 2015.
Entre os bancos com mais balcões destacam-se a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, com 618 agências, e a Caixa Geral de Depósitos, com 518. Nos privados, lideram o Millennium BCP, Santander Totta, Banco BPI, Novo Banco e Montepio.
A distribuição continua desigual: Lisboa, Porto e Aveiro concentram a maior parte das agências, enquanto Portalegre, Bragança e Beja têm menos opções de atendimento presencial.
Fonte:Lusa / Foto:Direitos Reservados