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EUA reforçam Médio Oriente com sistema antidrone usado na guerra da Ucrânia
Publicado em 07/03/2026 08:20 • Atualizado 07/03/2026 08:22
International
Donald Trump

Os Estados Unidos vão enviar para o Médio Oriente um sistema antidrone semelhante ao que tem sido utilizado com eficácia na Ucrânia para combater aparelhos russos. A informação foi avançada pela agência Associated Press, citando responsáveis da defesa norte-americana.

O sistema, chamado Merops, utiliza drones para intercetar e destruir outros drones no ar. De acordo com fontes militares, trata-se de uma solução mais adaptada à crescente ameaça de aparelhos iranianos, como os modelos Shahed, usados em ataques recentes na região.

Apesar de os EUA já terem recorrido a sistemas de defesa como os mísseis Patriot e THAAD para abater mísseis iranianos, a proteção contra drones continua a ser limitada. Segundo responsáveis norte-americanos, as defesas atuais têm mostrado resultados considerados dececionantes perante este tipo de ameaça.

O Merops funciona com recurso a inteligência artificial, conseguindo identificar e aproximar-se de drones inimigos mesmo quando as comunicações eletrónicas ou via satélite estão bloqueadas. Além disso, o sistema é relativamente compacto e pode ser transportado numa carrinha de caixa aberta.

Outra vantagem apontada é o custo: utilizar drones para neutralizar outros drones é significativamente mais barato do que disparar mísseis que podem custar centenas de milhares de dólares contra aparelhos avaliados em menos de 50 mil dólares.

Antes de ser enviado para o Médio Oriente, o sistema já tinha sido instalado na Polónia e na Roménia, países da NATO, após a entrada repetida de drones russos no espaço aéreo da aliança.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou entretanto que os Estados Unidos pediram apoio técnico a Kiev para lidar com a ameaça de drones iranianos na região. Segundo o líder ucraniano, já foram destacados especialistas e recursos para colaborar nessa missão.

Os novos sistemas deverão ser colocados em vários pontos do Médio Oriente, incluindo locais onde não existe presença militar direta dos Estados Unidos.

Fonte: / Foto:JonhAPF

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