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Protesto à porta do Ministério deixa STOP fora das negociações
Ministério da Educação não aceitou negociar enquanto decorresse concentração de docentes à porta da tutela.
Publicado em 02/03/2026 18:33 • Atualizado 02/03/2026 18:33
Nacional
Governo

O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) ficou de fora da primeira reunião negocial com o Ministério da Educação sobre a revisão do Estatuto da Carreira Docente, depois de se recusar a suspender o protesto que decorria junto à sede da tutela, em Lisboa.

O encontro estava agendado para as 15h00 e integrava cinco organizações sindicais, mas o Governo informou que não receberia o STOP enquanto a manifestação estivesse a decorrer, considerando que tal configuraria uma forma de pressão durante o processo negocial.

A posição foi transmitida pelo secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, que defendeu que as negociações devem decorrer “num espírito de boa-fé” e sem condicionamentos externos.

Perante os professores concentrados na Avenida Infante Santo, a direção do sindicato decidiu manter o protesto, após ouvir os manifestantes, optando assim por não participar na reunião.

O dirigente do STOP, Daniel Martins, criticou a decisão do executivo, acusando o Governo de limitar a expressão democrática e recordando que, em anteriores processos negociais, as reuniões decorreram com protestos à porta do ministério.

Em causa está a revisão do Estatuto da Carreira Docente, sendo que o sindicato considera que as propostas apresentadas pelo Governo não valorizam a escola pública nem salvaguardam a especificidade da profissão docente.

Apesar da ausência do STOP, as reuniões entre o Governo e os restantes sindicatos avançaram, num processo negocial que deverá prolongar-se nas próximas semanas.

Fonte:CNN Portugal / Foto: Manuel de Ameida

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