Perito aponta falhas no projeto e na segurança em acidente no Porto de Leixões
Julgamento cível sobre a queda de um guindaste durante a remoção do navio Titan arrancou na Póvoa de Varzim
Publicado em 12/02/2026 09:03 • Atualizado 12/02/2026 09:05
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Matosinhos

Teve início no Tribunal da Póvoa de Varzim o julgamento cível relacionado com o acidente ocorrido em 2012 no Porto de Leixões, quando a queda de um guindaste provocou uma explosão seguida de incêndio de grandes dimensões.

No processo estão envolvidas três gasolineiras, uma empresa de aluguer de gruas, uma seguradora e a família de um trabalhador, que reclamam mais de cinco milhões de euros em indemnizações pelos danos materiais e prejuízos resultantes.

No arranque da audiência, o perito ouvido pelo tribunal, Mário Vaz, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, afirmou que o acidente teve várias causas e diferentes níveis de responsabilidade. Segundo o especialista, as primeiras falhas ocorreram ao nível do projeto da obra, seguindo-se problemas na execução dos trabalhos e na definição e implementação das medidas de segurança, cuja responsabilidade caberia também ao dono da obra.

O acidente aconteceu quando parte de um guindaste caiu sobre oleodutos, provocando uma explosão imediata e um incêndio de grande intensidade.

O julgamento prossegue com a audição de testemunhas e outros peritos, mais de uma década depois dos factos, para apurar responsabilidades civis no caso.

Fonte:JN / Foto:Foto:Arquivo RTP

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