A falta de casas disponíveis para arrendamento e o valor elevado das rendas estão a levar cada vez mais famílias a optar pela compra de habitação, mesmo num mercado marcado por preços altos. A diferença mensal entre comprar e arrendar tem-se acentuado, tornando a prestação da casa própria, em muitos casos, mais acessível do que o pagamento de uma renda.
A descida das taxas de juro após o período mais crítico da pandemia e um maior controlo da inflação contribuíram para este cenário. Ainda assim, arrendar continua a ser significativamente mais caro do que pagar um crédito à habitação, com diferenças mensais que podem atingir os 550 euros.
A dúvida entre comprar ou arrendar acompanha há décadas quem procura sair de casa dos pais ou conquistar maior autonomia. No entanto, o atual contexto do mercado imobiliário veio alterar as contas habituais. Apesar do aumento das taxas de juro e da inflação desde 2022, que pressionaram os orçamentos familiares, os preços das casas não registaram uma descida relevante.
Pelo contrário, o setor da habitação continua a viver um forte dinamismo, impulsionado por uma procura que permanece muito acima da oferta disponível. Esta pressão tem mantido os preços elevados e reforçado a tendência de compra como alternativa ao arrendamento, mesmo num cenário económico exigente para muitas famílias.