BE denuncia aumento de 10 euros no novo passe ferroviário no Tâmega e Sousa
Fabian Figueiredo acusa Governo de discriminar utentes que dependem dos comboios urbanos
Publicado em 05/02/2026 18:42 • Atualizado 05/02/2026 18:43
Política
FESTIVAL

O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre o aumento do custo dos transportes ferroviários na região do Tâmega e Sousa, na sequência do fim do passe mensal monomodal da CP na Linha do Douro. Este título permitia a utilização de todos os comboios, incluindo os serviços urbanos, e foi substituído por novas opções consideradas mais penalizadoras para os passageiros.

O deputado Fabian Figueiredo alerta para o impacto da medida nas deslocações diárias e no orçamento das famílias, sublinhando que a alternativa criada — o Passe Ferroviário Verde, com um custo de 20 euros — exclui os comboios urbanos. Esta limitação reduz significativamente a oferta disponível, passando de 44 ligações diárias para apenas 11 comboios dos serviços Regional e Inter-regional.

Segundo o parlamentar bloquista, os utentes que necessitam do serviço urbano ficam obrigados a adquirir o passe CP+Andante, no valor de 50 euros, o que representa um aumento de 10 euros face ao anterior passe de 40 euros, correspondendo a uma subida de 25% no preço.

O BE considera que esta situação configura uma discriminação dos passageiros da região e questiona o Executivo sobre as medidas previstas para corrigir o problema. Entre as soluções apontadas estão a inclusão dos comboios urbanos no Passe Verde ou a reposição do antigo passe monomodal. A decisão de extinguir este título foi tomada pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e entrou em vigor no dia 1 de fevereiro.

Fonte:JN / Foto:cp

Comentários