Comandante da Proteção Civil garante que saída para Bruxelas não influenciou resposta à depressão Kristin
Publicado em 04/02/2026 15:03 • Atualizado 04/02/2026 15:03
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O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, assegurou esta quarta-feira que a sua ausência do país, na semana passada, não teve qualquer impacto nas decisões tomadas para responder aos efeitos da depressão Kristin.

Em conferência de imprensa realizada na sede da ANEPC, em Carnaxide, Mário Silvestre explicou que a deslocação a Bruxelas, entre 25 e 28 de janeiro, ocorreu no âmbito de uma formação e foi devidamente comunicada ao presidente da entidade. Segundo o responsável, à data, as previsões meteorológicas não indicavam a gravidade do fenómeno que viria a atingir o país.

“A minha presença física nada teria mudado”, afirmou, sublinhando que, após uma reunião com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a situação foi avaliada como “tipicamente de inverno”, sem sinais de alerta excecionais. Caso tivesse conhecimento prévio da dimensão da tempestade, garantiu que não teria saído do país, à semelhança do que acontece em períodos críticos, como a época de incêndios.

Mário Silvestre recordou ainda que o comando nacional é composto por um segundo-comandante e cinco adjuntos, assegurando que todo o trabalho foi coordenado de forma contínua consigo e com a tutela. “O centro de coordenação operacional reuniu como previsto, houve comunicação pública e todas as medidas necessárias foram tomadas”, frisou.

Portugal continental está novamente sob condições meteorológicas adversas, agora devido à depressão Leonardo, com chuva forte e persistente, vento intenso, agitação marítima e queda de neve nas zonas altas do Norte e Centro. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que este cenário se mantenha até sábado.

A tempestade Leonardo surge cerca de uma semana após a passagem da depressão Kristin, que provocou 10 mortes e elevados prejuízos materiais, afetando habitações, empresas, infraestruturas e serviços essenciais em vários distritos, entre os quais Leiria, Coimbra, Santarém e Castelo Branco.

Perante a dimensão dos danos, o Governo decretou situação de calamidade em 68 concelhos até domingo e anunciou um pacote de apoios que poderá atingir 2,5 mil milhões de euros.

Foto:JN / Foto:DR

 
 
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