Em conferência de imprensa realizada na sede da ANEPC, em Carnaxide, Mário Silvestre explicou que a deslocação a Bruxelas, entre 25 e 28 de janeiro, ocorreu no âmbito de uma formação e foi devidamente comunicada ao presidente da entidade. Segundo o responsável, à data, as previsões meteorológicas não indicavam a gravidade do fenómeno que viria a atingir o país.
“A minha presença física nada teria mudado”, afirmou, sublinhando que, após uma reunião com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a situação foi avaliada como “tipicamente de inverno”, sem sinais de alerta excecionais. Caso tivesse conhecimento prévio da dimensão da tempestade, garantiu que não teria saído do país, à semelhança do que acontece em períodos críticos, como a época de incêndios.
Mário Silvestre recordou ainda que o comando nacional é composto por um segundo-comandante e cinco adjuntos, assegurando que todo o trabalho foi coordenado de forma contínua consigo e com a tutela. “O centro de coordenação operacional reuniu como previsto, houve comunicação pública e todas as medidas necessárias foram tomadas”, frisou.
Portugal continental está novamente sob condições meteorológicas adversas, agora devido à depressão Leonardo, com chuva forte e persistente, vento intenso, agitação marítima e queda de neve nas zonas altas do Norte e Centro. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que este cenário se mantenha até sábado.
A tempestade Leonardo surge cerca de uma semana após a passagem da depressão Kristin, que provocou 10 mortes e elevados prejuízos materiais, afetando habitações, empresas, infraestruturas e serviços essenciais em vários distritos, entre os quais Leiria, Coimbra, Santarém e Castelo Branco.
Perante a dimensão dos danos, o Governo decretou situação de calamidade em 68 concelhos até domingo e anunciou um pacote de apoios que poderá atingir 2,5 mil milhões de euros.
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