Portugal precisa duplicar investimento para se proteger de fenómenos climáticos
Publicado em 02/02/2026 17:49 • Atualizado 02/02/2026 17:52
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Portugal investe atualmente cerca de 171 milhões de euros por ano em medidas para enfrentar os efeitos das alterações climáticas, um valor que cobre menos da metade do necessário para proteger o país de fenómenos extremos, como cheias, incêndios florestais e secas. A conclusão é de um estudo recente do McKinsey Global Institute (MGI).

O relatório revela que um quarto do território português já está exposto a riscos climáticos, afetando cerca de 7% da população. Apesar de o investimento nacional estar acima da média global, para 2050 será necessário aumentar dez vezes a verba atual — cerca de 1.700 milhões de euros por ano — se o país quiser garantir proteção adequada.

Segundo o estudo, grande parte deste custo extra (68%) está associada à adaptação a ondas de calor e seca. A situação agrava-se com o aquecimento global: se a temperatura subir 2ºC até meados do século, quase toda a população poderá enfrentar riscos climáticos, incluindo inundações e incêndios.

O MGI baseou a análise em mapas de risco e 20 medidas de adaptação, desde sistemas de irrigação e soluções de arrefecimento a infraestruturas costeiras. Atualmente, apenas 22% da linha costeira em zonas de risco de cheias está protegida, e 30% das linhas elétricas em áreas de risco de incêndio estão enterradas.

A nível mundial, os investimentos em adaptação ainda ficam muito aquém das necessidades: 4,1 mil milhões de pessoas vivem expostas a riscos climáticos, mas o investimento global cobre menos de metade do valor necessário para proteção total.

Fonte:Sicnoticias / Foto:DR

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