A E-Redes lançou uma ofensiva logística sem precedentes para mitigar o apagão que ainda afeta milhares de famílias. Equipamentos de grande capacidade estão a ser instalados para contornar a destruição da rede elétrica provocada pela tempestade Kristin.
Numa corrida contra o tempo e contra as previsões de nova queda de precipitação, a E-Redes anunciou a mobilização de uma frota de 450 geradores de emergência para as regiões mais atingidas. Esta medida visa restabelecer o fornecimento elétrico de forma provisória, enquanto as equipas técnicas enfrentam a difícil tarefa de reparar os danos estruturais causados pelo vento e pela queda de árvores sobre as linhas de alta e média tensão.
Uma "Rede de Emergência" sobre Rodas
Com cerca de 167 mil pessoas ainda às escuras, a instalação destes grupos geradores é vista como a única solução imediata para garantir o funcionamento de infraestruturas críticas e o conforto mínimo nas habitações.
Prioridade: Postos de saúde, sistemas de bombagem de água e centros de acolhimento.
Logística: O posicionamento destes 450 equipamentos exige uma coordenação minuciosa com as autarquias e a Proteção Civil, dado o difícil acesso a algumas localidades devido a estradas cortadas.
Impacto: Além da iluminação, a reativação da energia é fundamental para estabilizar as redes de comunicações móveis e internet, que têm sofrido falhas constantes.
O Desafio da Reconstrução
Embora os geradores tragam um alívio temporário, a empresa sublinha que o trabalho de fundo continua a ser a reconstrução da rede física. As equipas no terreno trabalham em condições adversas para substituir postes derrubados e cablagens destruídas, num cenário que o Primeiro-Ministro já descreveu como "nunca antes vivido".
A operação de instalação deverá continuar durante toda a noite, aproveitando as janelas de oportunidade antes que a nova frente de chuva intensa, prevista para as próximas horas, dificulte ainda mais as operações de elevação e transporte de maquinaria pesada.
Destaque: O Núcleo do Problema
Atualmente, a falta de energia elétrica é o principal entrave à normalização da vida quotidiana, impedindo não só o aquecimento das casas (muitas delas sem telhado), mas também o abastecimento de água potável, cujas bombas dependem diretamente da rede elétrica.
Fonte:Diario do Algarve / Barlavento