Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, afasta cenário de catástrofe idêntico ao anterior, mas exige "máxima prevenção" devido à saturação do território.
A Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, quebrou o silêncio esta tarde para traçar o roteiro de resposta às condições meteorológicas adversas que se aproximam. Num tom de prudência e responsabilidade, a governante confirmou a convocação da Comissão Nacional de Emergência Civil para domingo, às 17h30, com o objetivo de articular a resposta de todas as entidades do Estado perante a previsão de chuva forte.
Prevenção rigorosa perante solos fragilizados
Embora tenha sublinhado que o fenómeno esperado a partir de domingo não terá a mesma natureza do que fustigou o país recentemente, a Ministra alertou que a severidade meteorológica, combinada com o estado atual do território, exige cuidados redobrados.
"Tudo leva a crer que a partir de domingo teremos condições adversas. Não será nada equiparado ao que aconteceu, mas a saturação dos solos exige uma grande prevenção. Será uma semana difícil", afirmou Maria Lúcia Amaral.
O trabalho "invisível" da coordenação
A governante defendeu a eficácia do sistema, destacando o trabalho de planeamento e recolha de informação que ocorre longe do terreno. Maria Lúcia Amaral enfatizou que a resposta a estas crises envolve uma engrenagem complexa que une as Forças Armadas, IPMA, Proteção Civil e Bombeiros.
"Há muito trabalho que se faz sem visibilidade: planeamento, coordenação e reflexão. Temos um sistema que tem de ser muito bem coordenado e estamos em máxima prontidão", garantiu a responsável pela pasta da Administração Interna.
Futuro do modelo de Proteção Civil em análise
Questionada sobre a necessidade de alterar os planos de prevenção vigentes, a Ministra foi cautelar mas aberta à mudança. Admitindo que estes novos fenómenos meteorológicos são "novos e imprevisíveis", Maria Lúcia Amaral revelou que o Governo irá refletir sobre a eficácia do modelo atual.
Análise pós-crise: A governante defende que, após a emergência, será o momento de analisar políticas e medidas para amenizar o impacto de futuras catástrofes.
Modelo atual: Para já, os planos mantêm-se, mas a ideia de "repensar e alterar" a estratégia de resposta a eventos extremos está em cima da mesa.
A Ministra terminou com um apelo direto aos portugueses para que sigam rigorosamente todas as recomendações das autoridades, reiterando que a prevenção individual será decisiva nos próximos dias.
Fonte:Em comunicado direto televisivo oficial para a imprensa