Os sacos de plástico transparentes usados para pão, fruta e hortícolas vão desaparecer das superfícies comerciais até 2030, anunciou o Governo. A medida surge com o recuo da taxa de quatro cêntimos que estava prevista desde o Governo de António Costa, e com o objetivo de acelerar a transição para alternativas reutilizáveis.
A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, sublinhou a necessidade de implementar soluções amigas do ambiente a curto prazo. O setor retalhista, porém, alerta para dificuldades práticas: muitos distribuidores ainda têm estoques de sacos já produzidos e consideram inviável fornecer novas alternativas aos consumidores sem contrapartida financeira.
O recuo na taxa e a pressão para adoção de alternativas sustentáveis colocam os retalhistas entre o cumprimento da legislação ambiental e a gestão de stocks existentes. A mudança promete transformar a forma como os consumidores fazem compras, incentivando o uso de sacos reutilizáveis e reduzindo drasticamente a presença do plástico descartável no comércio.