Portugal regista queda da gripe mas mortalidade permanece acima do esperado
INSA alerta para excesso de mortes em maiores de 65 anos apesar da descida dos internamentos em cuidados intensivos
Publicado em 16/01/2026 17:04
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Portugal registou na última semana uma diminuição significativa de casos de gripe e menos internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), mas a mortalidade global continua acima do esperado, segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

No Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe e Outros Vírus Respiratórios, relativo à semana de 5 a 11 de janeiro, o INSA revela que houve 753 casos positivos de gripe, menos 587 do que na primeira semana de janeiro. Apesar desta redução, o relatório alerta que foram identificados excessos de mortalidade em todas as regiões de Portugal continental, principalmente em pessoas com mais de 65 anos.

Desde o início da época gripal, em 29 de setembro de 2025, os laboratórios portugueses notificaram 66.524 infeções respiratórias, das quais 13.244 eram casos de gripe. A proporção de doentes com gripe nas UCI desceu para 9,2%, face aos 19,1% da semana anterior, com 11 casos reportados em 13 unidades que enviaram informação.

Do total de casos graves, dez pacientes tinham doenças crónicas subjacentes e 11 tinham indicação para vacinação contra a gripe sazonal, sendo que apenas um estava vacinado. Desde o início da época, 130 casos graves foram reportados nas UCI, com predominância do vírus influenza A não subtipado (83,8%), enquanto a gripe A (H1) e A (H3) representaram uma minoria dos casos.

A incidência das infeções respiratórias agudas graves (SARI) mantém-se estável, com 80 admissões em unidades que reportaram dados, correspondendo a 10,3 casos por 100 mil habitantes. As taxas continuam mais elevadas em maiores de 65 anos, enquanto a incidência nos 0-4 anos diminuiu nas últimas semanas.

Outros vírus respiratórios foram identificados em 4.866 casos desde o início da época, sendo que, na semana em análise, 300 casos foram detectados, com destaque para o vírus sincicial respiratório como o mais frequente.

Fonte:JN / Foto: Arquivo

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