A defesa de Jair Bolsonaro voltou a pedir à justiça brasileira que o ex-presidente cumpra a pena de 27 anos e três meses de prisão em regime domiciliário, alegando risco para a sua saúde. Os advogados entregaram o pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, referindo recentes cirurgias e uma queda da cama ocorrida na semana passada.
Segundo a defesa, o episódio poderia ter tido consequências fatais ou provocado danos neurológicos irreversíveis, e o estado clínico de Bolsonaro não será compatível com a cela da Polícia Federal, em Brasília, onde se encontra detido. Por isso, pedem também uma avaliação médica independente.
Os advogados afirmam que, sendo Bolsonaro um idoso e “clinicamente vulnerável”, a justiça deve agir de forma preventiva, garantindo condições para preservar a sua integridade física.
O novo pedido surge horas depois de Alexandre de Moraes ter rejeitado mais um recurso contra a condenação do ex-presidente por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Desde novembro na prisão, Bolsonaro, de 70 anos, foi recentemente submetido a cirurgias e apresenta vários problemas de saúde crónicos, incluindo sequelas do ataque à faca sofrido em 2018.
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