Num momento raro de dissidência dentro do Partido Republicano, cinco senadores republicanos juntaram-se esta quinta-feira a todos os democratas do Senado dos Estados Unidos para avançar com uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump em matéria de acções militares contra a Venezuela, sem a aprovação prévia do Congresso.
A medida foi aprovada por 52 votos contra 47 e permitirá que, em breve, seja votada na íntegra uma proposta que exigiria que qualquer futura utilização de força militar naquele país tenha o aval do legislativo — um claro recado ao Executivo numa altura em que a política externa norte-americana está sob forte escrutínio.
Os cinco senadores republicanos que romperam a linha do seu partido foram Rand Paul (Kentucky), Josh Hawley (Missouri), Todd Young (Indiana), Lisa Murkowski (Alasca) e Susan Collins (Maine), juntando-se aos democratas na defesa de um controlo mais apertado do poder executivo sobre a guerra.
O movimento surpreendeu até alguns membros da oposição, que tinham dúvidas sobre o comportamento dos senadores do Partido Republicano nesta votação. A resolução ainda terá de enfrentar um processo de emendas e a aprovação final, provavelmente na próxima semana, e também enfrenta um futuro incerto na Câmara dos Representantes, além da possibilidade de veto presidencial.
O voto marca um momento significativo de tensão entre o Congresso e a Casa Branca sobre o papel dos poderes de guerra e a supervisão das acções militares, numa altura em que a intervenção norte-americana na Venezuela e outras partes do mundo tem gerado preocupação bipartidária.
Fontecnnportugalimagemoteuamc.tv