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Advogado acusado de desvio milionário travado à última hora e fica em prisão preventiva
Publicado em 23/12/2025 20:53
Justiça
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O advogado Paulo Topa, suspeito de liderar um esquema de desvio de milhões de euros de massas insolventes, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva. A decisão foi tomada pelo juiz de Instrução Criminal do Porto, após a detenção do arguido no passado sábado, a terceira registada este ano.

De acordo com informações apuradas, as autoridades acreditam que o advogado estaria a preparar a fuga para o Brasil. Entre os indícios detetados estão a formalização recente de uma união de facto com uma cidadã brasileira, realizada naquele país, e a criação de uma empresa em território brasileiro, factos que levantaram fortes suspeitas de uma mudança iminente para fora de Portugal.

Perante estes sinais, o DIAP Regional do Porto emitiu um novo mandado de detenção, levando à intervenção das autoridades e à posterior decisão de aplicação da medida de coação mais gravosa.

Paulo Topa já tinha sido detido em abril, juntamente com três administradores judiciais — António Seabra, Joaquim Ribeiro e António Rodrigues — no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Judiciária do Porto. As autoridades consideram o advogado o principal mentor de um esquema que estará em funcionamento desde, pelo menos, 2016.

Segundo a PJ, o grupo recorria a cerca de 50 empresas usadas como fachada, apresentando créditos fictícios e documentação forjada, incluindo contratos relacionados com imóveis e alvarás de estabelecimentos. Esses créditos eram rapidamente reconhecidos, permitindo a apropriação indevida de bens móveis e imóveis pertencentes a massas insolventes, em prejuízo dos verdadeiros credores.

 

A investigação aponta ainda para a existência de um património incongruente avaliado em cerca de dez milhões de euros, alegadamente acumulado pelos arguidos através deste esquema fraudulento. O processo continua em investigação.

Fonte Jornal de Noticias

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