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“Cartazes polémicos continuam: Ventura não recua”
Publicado em 23/12/2025 18:12 • Atualizado 23/12/2025 18:13
Justiça
RÁDIO FESTIVAL

O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, anunciou esta terça-feira que vai recorrer da ordem judicial que determina a retirada dos cartazes da sua campanha dirigidos à comunidade cigana, argumentando que a decisão limita a sua liberdade de expressão e compromete o desenrolar da campanha eleitoral.

Em declarações à imprensa na Praça Gomes Teixeira, no Porto, Ventura considerou a decisão do tribunal “grave e irreversível nos seus efeitos”, alegando que, se os cartazes forem retirados antes de se conhecer o resultado do recurso, a campanha já estará praticamente terminada.

O líder do Chega sublinhou que a liberdade de expressão e ação política deve prevalecer sobre a intervenção judicial na campanha, comparando a situação com processos anteriores envolvendo cartazes sobre o primeiro-ministro Luís Montenegro, que, segundo Ventura, foram preservados em nome da liberdade de expressão.

Após a sentença do Tribunal Local Cível de Lisboa, que condenou o candidato a retirar em 24 horas todos os cartazes com a frase “os ciganos têm de cumprir a lei – André Ventura presidenciais 2026”, a juíza Ana Barão determinou ainda que Ventura se abstenha de promover afixação futura de cartazes com teor equivalente, sob pena de uma multa de 2.500 euros por dia e por cada cartaz em violação da ordem.

Ventura garantiu que está a substituir a palavra “ciganos” por “censura” nos cartazes, negando que tenham sido efetivamente retirados, e reafirmou que vai submeter o requerimento de recurso ainda hoje ou amanhã, defendendo a necessidade de proteger o direito à expressão política no contexto da campanha presidencial de 18 de janeiro.

Fonte Lusa

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