O Boavista deu mais um passo crucial na luta pela sobrevivência ao depositar, na passada segunda-feira, 55 mil euros na conta da massa insolvente dos credores do clube. O pagamento permitiu evitar, para já, o encerramento da atividade, num momento crítico da história dos axadrezados.
Em declarações à Lusa, o presidente Rui Garrido Pereira confirmou que o pagamento foi efetuado dentro do prazo imposto pelo tribunal, destacando o apoio decisivo da comunidade boavisteira. “Foi cumprido com a colaboração de muitos adeptos, a quem tenho de agradecer. Isso permitiu-nos honrar a obrigação que tínhamos”, afirmou.
O valor agora liquidado corresponde às despesas do mês de dezembro e à primeira tranche do plano de pagamentos aos credores. O clube terá ainda de entregar mais 96 mil euros, repartidos pelos meses de janeiro, fevereiro e março, com pagamentos obrigatórios até ao dia 10 de cada mês. O incumprimento poderá levar ao encerramento da atividade do histórico clube do Porto, campeão nacional em 2000/01.
Rui Garrido Pereira admite que o Boavista continua a viver no limite, mas garante que a direção não baixa os braços. “Estamos a travar uma batalha diária para manter o Boavista vivo. Sabemos das nossas obrigações e temos de encontrar soluções para ultrapassar esta situação difícil”, sublinhou.
Para fazer face às dificuldades, o clube lançou recentemente uma campanha pública de angariação de fundos, que foi determinante para garantir o primeiro pagamento dentro do prazo. O presidente destacou ainda a solidariedade que ultrapassou o universo boavisteiro, com apoios vindos de pessoas sem ligação direta ao clube.
A direção apela agora a um maior envolvimento da sociedade e dos adeptos, como sinal de união e força, na esperança de que o Boavista consiga superar uma das fases mais delicadas da sua história.
Fonte Lusa/imagemfacebookboavista