O céu da Invicta vai voltar a ser palco de um grande espetáculo aeronáutico e aeroespacial com a realização do Air Invictus, evento internacional que decorrerá entre 19 e 21 de junho de 2026. A iniciativa foi apresentada este sábado na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e envolve os municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Maia e Matosinhos.
O evento, de entrada livre, estará distribuído por 15 pontos de interesse ao longo dos quatro concelhos, com amplas zonas de acesso ao público. A organização aponta para a presença de cerca de um milhão de espectadores, estando o impacto económico a ser avaliado pela Universidade do Porto.
Durante a apresentação, o presidente da Câmara do Porto destacou o potencial do Air Invictus para a região, sublinhando os impactos económicos, a projeção internacional e o envolvimento das comunidades locais. Pedro Duarte classificou a iniciativa como um exemplo de cooperação metropolitana e reforçou a ambição de afirmar a região no panorama internacional através de um evento de grande escala.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial revelou que o Air Invictus poderá gerar mais de 100 milhões de euros em receitas, considerando-o um contributo relevante para o crescimento económico. O investimento total rondará os cinco milhões de euros, dos quais pouco menos de quatro milhões serão suportados pelo Estado.
Do ponto de vista turístico, o presidente da Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal destacou a importância do evento na estratégia de descentralização dos grandes acontecimentos nacionais, defendendo que poderá incentivar os visitantes a prolongarem a estadia na região, mesmo coincidindo com as celebrações do São João.
O programa inclui corridas de aviões, acrobacias aéreas, demonstrações com drones, aeromodelismo, uma feira de Defesa, concertos e outras iniciativas, devolvendo ao Douro a emoção do desporto aéreo, mais de uma década após as últimas edições da Red Bull Air Race.
A organização garante ainda que o Air Invictus terá compensação carbónica total, com a neutralização da pegada de CO₂ através de investimentos em reflorestação e na aquisição de créditos de carbono, num processo que contará com o apoio da Universidade do Porto e de entidades especializadas em sustentabilidade.
Foto camaramunicipaldoporto/GuilhermeoLiveira